Dom Jorge Marcos, o primeiro bispo – por Pe. Felipe Cosme.

Dom Pedro, Pe. Ademir, Pe. Felipe

Meu encontro com a figura de Dom Jorge Marcos de Oliveira, nosso primeiro bispo diocesano, remonta a minha infância na Paróquia São José de Mauá. O antigo presbitério da capela preservado era sinal do trabalho missionário de Dom Jorge na comunidade e a última missa presidida por ele na manhã de 28 de maio de 1989.

Porém, a memória do menino ganhou contorno quando ingressei no Seminário Diocesano e pude conhecer a pessoa e o apostolado de Dom Jorge nas aulas sobre a história da diocese. Ali tomei a firme decisão de me aprofundar no estudo sobre a vida e a obra deste grande homem, um homem a frente de seu tempo, um grande pastor da Igreja.

Com o amadurecimento dos estudos e da vida, percebi que Dom Jorge Marcos, o bispo das favelas cariocas, dos operários, das crianças, o grande amigo dos padres, era –como ele mesmo dizia- era um homem profundamente apaixonado pelo ser humano e, tudo que se referia ao humano despertava nele um profundo e inquieto amor. Essa característica permanente nele faz-nos compreender a relevância do seu ministério na nossa Igreja Particular de Santo André.

Pe. Walfrides Praxedes, numa entrevista concedida a mim no ano de 2008, definiu Dom Jorge como um profeta e mártir. Profeta do Reino de Deus, presente nas categorias de justiça e dignidade, Reino que esperamos vivendo o Evangelho, anunciando a Salvação. Foi um mártir pois lutou com convicção pela vida do povo a ele confiado, amando a Igreja intensamente, mas sofrendo incompreensões e perseguições. Foi uma voz num grande período imposto de silêncio, foi um grande mártir da ditadura que tentou calar seu testemunho de pastor.

Celebrando o centenário de seu nascimento, gostaria de agradecer a Dom Jorge, a quem não tive a graça de conhecer pessoalmente, o meu muito obrigado pelo seu sim à vida, a Deus e à nossa Diocese de Santo André. Hoje, conhecendo sua palavra, ouvindo sobre o seu exemplo e tendo a alegria de ter elaborado um trabalho sobre sua atuação entre nós, digo que o primeiro bispo de Santo André foi, segundo a imagem de Cristo, aquele que amou até o fim, aquele que passou pelo mundo, pelo nosso Grande ABC fazendo o bem, pois a graça de Deus estava com ele.

O grande poeta, o bispo amigo, a voz corajosa de Dom Jorge sempre estará vivo, desde que todos nós trabalhemos para que o que ele mais amou, o Lar que ele construiu não morra. O Lar Menino Jesus expressa a grandeza humana e pastoral deste grande homem, que ainda hoje é uma figura de vanguarda.

Agradecido,

Pe. Felipe Cosme Damião Sobrinho

 

Corrigido CONVITE MISSA DE DOM JORGE.pdf

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